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Os sabores (e saberes) do caboclo - Conheça o chef Ofir Oliveira

Sabor Selvagem | Fonte: Revista Leal Moreira ( Texto: Luiza Cabral/ Foto: Dudu Maroja )

Entre superstições, crenças e histórias fantásticas que habitam a Amazônia, Ofir Oliveira cresceu e descobriu a Gastronomia - uma paixão que começou na infância, com os cheiros e sabores que invadiam a casa de sua mãe e que logo se transformou em profissão e na sua maior bandeira.

'Nossa culinária é um dos nossos maiores triunfos. Temos que usá-la para mostrar as potencialidades deste lugar maravilhoso', diz o chef bragantino que no final da década de 80 deixou Paris com água na boca ao comandar um restaurante genuinamente paraense na capital francesa.

Tanta devoção aos gostos peculiares da sua terra natal fez de Ofir Oliveira um dos maiores representantes da cozinha amazônica no mundo. Um posto que alcançou com muita coragem e desprendimento. 'Eu aprendi a cozinhar sozinho, não sou um chef de formação, mas nem por isso eu tive medo. Nunca me neguei a meter a cara em novos projetos', assegura o chef que acumula na bagagem participações em diversas conferências, encontros e cursos de gastronomia em países da Europa e América.

Em ótimo momento da carreira, nesta entrevista Ofir abre o baú do passado e nos fala de sua trajetória, além de antecipar algumas novidades sobre seu novo projeto, o Instituto Amazônia Brasil, que será inaugurado neste ano em Belém. Confira:

O senhor nasceu em Calçoene, no Amapá, mas é bragantino de coração, não é isso? Conte como chegou até aqui...

Sim, nasci no município de Calçoene, no Amapá, em uma época em que aquele estado ainda fazia parte do território do Pará. Sou filho de pai imigrante e minha mãe é filha de um português com uma índia. Vivemos pouquíssimo tempo lá, logo minha família foi para Bragança, onde meu pai virou comerciante. Eu realmente cresci em Bragança. Minha mãe foi primeira professora de culinária da cidade, inclusive. Foi aí que começou meu convívio com a cozinha.

Então sua mãe é a maior responsável pela sua relação com Gastronomia?

Com certeza! Eu cresci vendo minha família toda na cozinha. Tanto que na infância, quando brincávamos, eu sempre era o cozinheiro, o responsável pelas refeições. Mal sabia que aquilo seria um presságio do futuro (risos)!

E como foi que a brincadeira virou coisa séria?

Bom, eu já tinha a cozinha no sangue, então o caminho foi muito natural mesmo.

Na minha juventude, eu já tinha tentado trabalhar no comércio, mas hora ou outra acabava falindo.

Tentei também trabalhar com barco de pesca, mas não deu certo. Até que um dia, quando já tinha 30 anos, eu e um amigo resolvemos fazer uma festa para angariar dinheiro para comprar um barco.

O cardápio foi muito elogiado - aí tive a ideia de apostar em um restaurante. Inclusive, foi nessa época que criei o 'Peixe à Capitu', que se transformou em um dos meus pratos mais conhecidos.

Desde essa época o senhor já estava à frente da cozinha?

No início eu apenas administrava. Quem trabalhava na cozinha era minha família. É emocionante lembrar tudo isso... Quando estávamos no auge do restaurante em Bragança, eu e uns amigos aventureiros, que fazíamos parte de uma espécie de 'confraria', soubemos na existência de um tesouro escondido na região do Piriá e lá eu contraí uma malária muito forte, o que me deixou bastante doente. Mas eu sabia que aquilo não seria o fim, pois um feiticeiro já tinha me dito que eu seria um homem famoso no mundo! Eu já sabia que ainda tinha muito a fazer! (risos). Depois desta terrível fase vim, para Belém, onde abri meu primeiro ponto. Cheguei a oferecer mil refeições por dia. Infelizmente, com a crise dos anos 80, meu restaurante quebrou e foi aí que fiz uma grande aposta: aceitei um convite para trabalhar em um restaurante na França.

Como foi a experiência em Paris?

Foi nessa primeira viagem que percebi o potencial da nossa Gastronomia e que comecei a efetivamente comandar a cozinha. E a profecia do feiticeiro, que dizia que um dia eu seria famoso, se concretizou após três meses de trabalho em Paris: todos os dias formavam-se filas na frente do restaurante e, de repente, eu virei uma referência quando o assunto era gastronomia brasileira, principalmente amazônica - que sempre foi minha especialidade. Lá, coloquei em prática tudo o que aprendi com minha família, que foi junto comigo nesta jornada. Ainda em Paris, também vivi coisas muito difíceis, como ter que trabalhar em pequenos empregos (quando minha parceria com o restaurante parou de dar certo) mas, mesmo assim nunca desisti dos meus sonhos e consegui me impor neste mercado tão competitivo que é o da gastronomia.

Isto foi no final dos anos 80, não é? De lá para cá o que mais aconteceu?

Eu nunca pensei em ficar muito tempo fora do meu país. Meus projetos sempre tiveram relação com a minha terra e meu povo, com a nossa cultura mesmo. Acredito que é aqui que temos que crescer, até mesmo para fortalecer a economia local. Ao longo destes anos eu tive alguns projetos em Belém, à frente de restaurantes, fazendo jantares e eventos especiais. Atualmente, eu mantenho um restaurante na minha casa ("Sabor Selvagem"), cuja proposta é mostrar aos clientes o melhor da nossa culinária, em um tom bem intimista mesmo. A cada temporada mudo a decoração e o menu. E para 2012 estou trabalhando em um projeto mais ambicioso...

Do que se trata este novo projeto?

É o Instituto Amazônia Brasil. A ideia é abrir um centro de fomento a cultural amazônica, passando pelas artes até chegar à gastronomia, setor que ficará sob minha supervisão. O centro funcionará em uma casa no centro da grande Belém e terá espaço para exposições, shows e outros eventos. Trata-se de um projeto que já está ativo em Santa Catarina há 20 anos, que tem como principal característica o uso de ingredientes de procedência natural. Ou seja, na minha cozinha dou prioridade para produtos não industrializados, que venham da floresta, de pequenos produtores. Esta é mesmo a minha sina: aproveitar o que temos de melhor e encontrar a combinação perfeita destas riquezas em pratos que são elogiados em qualquer lugar. O que quero com isso é ver cada vez mais nosso país e, principalmente, nossa região ganhando o mundo!




Chef Ofir leva a cultura paraense a Portugal

Notícias de Bragança | Fonte: Agência Pará - Secretaria de Estado Comunicação.



Com um inédito enfoque na cozinha paraense e amazônica, o livro ‘Gastronomia do Pará: o Sabor do Brasil’ foi lançado na última semana, no Altis Grand Hotel, localizado na Rua Castilho, no centro de Lisboa, capital de Portugal. O evento de lançamento do livro, que contou com pratos típicos do Pará e um grupo de fado de jovens universitários de Coimbra.

Escrito pelo professor da UFPA e secretário-adjunto de Turismo do Estado do Pará, Álvaro do Espírito Santo, e pelo jornalista especializado em turismo e gastronomia paraense, Fernando Martins, o livro tem a missão de atrair o interesse de visitantes para o Estado que fica localizado no Norte do Brasil.

A obra conta com a apresentação escrita pelo governador do Pará, Simão Janete, que afirma: “[os visitantes] por certo se encantarão com os sabores, e também com os sons, as construções, os ritmos, o clima, a vida e tudo que se relaciona com esse povo e autêntico que é o paraense”. Para ele, a gastronomia paraense é o retrato de um povo generoso, alegre, apegado às suas tradições, mas que se projeta para o futuro.

Dividido em três capítulos, o livro mostra a gastronomia do Pará sob um ângulo inédito que mostra a história e a evolução dessa cozinha ao longo dos séculos, desde a chegada dos colonizadores portugueses até o panorama atual. Primeiramente sob um artigo acadêmico, de autoria de Álvaro, a construção dessa gastronomia nos três primeiros séculos (17 a 19) nos é apresentada.

Já no segundo artigo, também de autoria de Álvaro, encontramos também uma perspectiva histórica, focando no patrimônio cultural luso-amazônico. Por fim, no terceiro artigo, este de autoria de Fernando Martins, temos uma representação da cozinha paraense em tempos atuais e sua evolução a partir da qualificação e especialização da mão de obra.

O evento, que contou com a presença de cerca de 100 convidados, entre brasileiros e portugueses, apresentou pratos com o melhor da comida paraense preparados pelos chefs Ofir Oliveira e Ilca Carmo, que souberam, de acordo com a opinião geral dos convidados, mesclar com maestria a tradição com a inovação gastronômica.

O menu foi composto por uma mujica de camarão, seguido das entradas (bolinho de piracuí e aviú; queijo Marajó com doce de cupuaçu e beijucica), além dos pratos principais (peixe à capitôa; pato confitado com pirão de tucupi e jambú; costela suína glaceada com cupuaçu; arroz de castanha e pupunha; e destaque para o arroz de carril).

Por fim, foram servidas sobremesas típicas, como bolo podre de tapioca com doce de bacuri; creme de cupuaçu com castanha-do-pará caramelizada; e o inovador brigadeiro de feijão manteiguinha com chocolate. Segundo Ofir, a realização deste jantar em comemoração ao lançamento do livro só foi possível graças a Transportes Aéreos Portugueses (TAP). “Trouxemos todos os ingredientes diretamente do Brasil, ontem, durante o voo inaugural da TAP”, contou o chef de cozinha.

De acordo com Ofir, o voo inaugural da TAP apresenta não somente uma vantagem comercial, mas também cultural. “A partir disso podemos realizar intercâmbios gastronômicos mais facilmente entre os portugueses e os nortistas, que foram os mais influenciados pelos lusitanos no Brasil”, disse Ofir, que já realizou diversas expedições para a França com seus alunos de gastronomia de Santa Catarina.

Para a lisboeta Paula Vasconcelos e seus amigos portugueses, a culinária paraense está mais do que aprovada. “Já havia ido a São Paulo e comido feijoada, aqui em Portugal também temos restaurantes brasileiros, mas nada comparado ao que eu comi aqui, hoje. Estava tudo muito delicioso, cheguei até repetir duas vezes. Fora toda a simpatia e descontração do evento e seus anfitriões. Tudo isso me fez querer ir ao Brasil novamente”, disse a médica de saúde pública.






Chef Ofir Oliveira recebe o grande chef Anthony Bourdain no Restaurante Sabor Selvagem

Notícias de Bragança | Fonte: MEKARON FILMES - PRODUTORA DE CINEMA E VÍDEO NA AMAZÔNIA.

Seus trabalhos ganharam destaque no programa "No Reservations", apresentado pelo próprio Anthony Bourdain: No Reservations, e que desvenda as melhores e mais exóticas gastronomias do planeta. Ele experimentou diversos pratos e ficou encantado com o Retumbão e o Arubé, o molho do Brasil.



Gravação do programa "Sem Reservas" com Anthony Bourdain e o chef Ofir Oliveira, em Belém, para o Discovery Travel & Living.





Anthony Bourdain é um renomado chef de cozinha que viaja o mundo inteiro atrás dos melhores ingredientes da culinária mundial, e em especial das melhores histórias e particularidades culturais de cada região do mundo. Semana passada esteve em Belém para a gravação de seu programa "No Reservations", e como não podia deixar de ser, visitou a casa do chef Ofir Oliveira - o maior conhecedor da culinária amazônica no mundo -, e passou a tarde degustando o melhor da culinária amazônica, e claro, ouvindo e contando histórias, pois afinal, gastronomia não é só comes e bebes, mas todo o processo que cerca o ritual mais antigo de toda civilização.



Chef Ofir com Anthony Bourdain
Programa culinário de TV a cabo o mundialmente conhecido e renomado Chef Anthony Bourdain em uma visita ao estado do Pará em busca de novos sabores, recepcionado pelo nosso Chef Ofir Nobre de Oliveira, onde conheceu o ver-o-peso e em seguida no restaurante do nosso Chef encantou-se com o sabor selvagem da Amazônia.




Floresta à mesa - Chef Ofir Oliveira na revista BRAVO

Sabor Selvagem | Fonte: Chef. Ofir Oliveira ( saborselvagem@gmail.com )


Imagine uma feijoada em que, no lugar dos grãos, utiliza-se uma folha potencialmente venenosa se não cozida corretamente. Foi com um prato assim que o chef Ofir Oliveira “virou estrela em Paris”, como ele próprio gosta de dizer. Nascido no Amapá e criado em Bragança, interior do Pará, o caboclo viajou à capital francesa, em 1989, aos 39 anos, para trabalhar em um restaurante brasileiro. Lá, apostou em seus conhecimentos e passou a servir o mais tradicional prato paraense, chamado de maniçoba. A receita, de origem indígena, leva folhas de mandioca-brava cozidas por sete dias (tempo necessário para a eliminação de um ácido nocivo), além de carnes suínas e bovinas. Com a introdução da “feijoada paraense” na França, o chef, que hoje viaja pelo mundo participando de eventos, ajudou a dar início a um processo que alçou o Pará à condição de destaque na culinária do Brasil.



Privilegiada por sua localização às portas da Floresta Amazônica, a capital Belém ostenta uma inspiradora pluralidade de ingredientes. Somada à influência de tradições indígenas, essa característica confere à cozinha do estado uma originalidade que levou chefs aclamados no Brasil e no exterior a se encantar pelos aromas e sabores exóticos encontrados no tradicional mercado Ver-o-Peso. Por entre suas inúmeras barracas recheadas de frutas e alimentos coloridos já caminharam grandes nomes da gastronomia mundial, como os espanhóis Ferran Adrià e Juan Mari Arzak, sempre atrás de itens que fazem parte do dia a dia dos paraenses. Um dos “achados” prediletos dos visitantes é o tucupi. O líquido amarelo, extraído da mandioca-brava e alvo de um longo processo de cozimento, tem sabor ácido e marcante e é essencial em duas das receitas mais famosas do Pará: o pato no tucupi e o tacacá, caldo que leva ainda camarão seco, goma de mandioca e jambu. Este último, uma erva também conhecida como agrião-do-pará, causa leve sensação de dormência na boca ao ser consumido – e é outra coqueluche entre os grandes cozinheiros da atualidade.

Se Ofir Oliveira foi o primeiro a levar um pouco desses sabores a Paris, ele reconhece que o trabalho de outro chef, o paraense Paulo Martins, que morreu em 2010, foi crucial para fazer os ingredientes amazônicos viajarem ainda mais longe: “Ele foi o responsável por colocar a culinária do Pará na mídia”. Arquiteto de formação, Martins herdou da mãe a paixão pela cozinha e o comando do Lá em Casa, restaurante de comida regional que se tornou referência no país e no estrangeiro – com direito a reportagem no The New York Times, em 1987. “Quando os chefs franceses Claude Troisgros e Laurent Suaudeau chegaram ao Brasil, no começo da década de 1980, e começaram a utilizar ingredientes daqui, meu pai viu que podia acreditar mais do que nunca na nossa gastronomia”, afirma Daniela Martins, de 34 anos, que hoje cozinha no restaurante da família. Ela e a irmã, Joanna Martins, organizam em Belém, todo ano, um festival dedicado a revelar os sabores do Pará para chefs de todo o país.

É com a ajuda da família Martins, aliás, que muitas casas do Sul e do Sudeste conseguem suprir sua demanda por matéria-prima amazônica. Por mês, as irmãs enviam meia tonelada de ervas, temperos, farinhas e, claro, tucupi, para faculdades e restaurantes de diversos estados. Entre eles, o aclamado D.O.M., do paulistano Alex Atala, um dos maiores entusiastas da cozinha do Norte. Em seu cardápio é possível encontrar, por exemplo, filhote com tucupi e tapioca. Apesar do nome, de pequeno o peixe não tem nada: é um dos maiores da bacia amazônica, podendo alcançar até 300 kg, e compete em popularidade com o quase pré-histórico pirarucu.

Com tanta projeção, o Pará tem revelado novos chefs. Aos 24 anos, Thiago Castanho já é considerado uma das mais interessantes promessas da gastronomia nacional. À frente do restaurante Remanso do Peixe, em Belém, ele prepara pratos com ingredientes que escolhe em suas visitas semanais ao Ver-o-Peso: “Não vou só pela comida, mas porque aquilo é um poço de cultura”, diz. Ainda em 2011, pretende inaugurar uma nova casa na cidade. E o paraense tem atraído cada vez mais a atenção internacional, como a do chef e escritor americano Anthony Bourdain. Apresentador do programa de televisão Sem Reservas, ele percorre o mundo em busca de culinárias surpreendentes. Em suas palavras, a capital do Pará é “uma cidade perdida de maravilhosos e estranhos ingredientes que fazem o queixo cair”. Com a recente globalização da cozinha paraense, eles têm tudo para ficar cada vez menos estranhos e, por que não apostar: ainda mais maravilhosos.

De frutas e remédios

O entorno do principal cartão-postal de Belém revela uma abundância de aromas e sabores que só a diversidade amazônica é capaz de explicar. É no Ver-o-Peso que a variedade de ingredientes da pulsante gastronomia local expõe sua face mais enérgica – tanto quanto uma boa dose de açaí. Dentro do mercado de ferro do século 19, chefs, donas de casa e turistas encontram peixes desconhecidos da maioria das mesas brasileiras: filhote, pirarucu e tamuatá são exemplos. Mas é do lado de fora, na feira livre, que a floresta exibe toda a sua criatividade. Biribá, bacuri, uxi e taperebá são algumas das frutas exóticas à mostra nas várias barracas, que vendem de tudo um pouco. Na seção de ervas, a oferta vai muito além do jambu, com “mandingueiras” ostentando poções para todos os males. Perto dali, refeições pra lá de reforçadas são preparadas pelas “boieiras”. O carro-chefe? Pirarucu frito com açaí e farinha-d’água.

- Fonte: REVISTA BRAVO - por Gabriele Gimenez.




Receita do Retumbão feita pelo Chef Ofir Oliveira

Sabor Selvagem | Fonte: Chef. Ofir Oliveira ( saborselvagem@gmail.com )

O programa "É do Pará" da TV Liberal de Belém do Pará apresentou "ao vivo" neste sábado, 16 de Julho de 2011 toda a cultura, as tradições e a beleza de Bragança.

A culinária bragantina foi apresentada através do Chef Ofir Oliveira, uma receita saborosa chamada "retumbão" que tem a cara do verão paraense!

Ingredientes:

• 1/2 xícara de azeite

• 1 colher de pau de alho

• 1/2 cebola, 1/2 pimentão. 1/2 tomate picados.

• 200g de Camarão (A cabeça deve ser fervida para fazer o caldo)

• Cheiro Verde (a gosto)

• 1 lata de leite de coco.

• 5 castanhas do Pará

• Farinha de peixe (a gosto)

• 100g de farinha de tapioca.

Modo de preparo:

O primeiro passo é colocar na panela o azeite (a gosto), quando o azeite estiver quente coloque o alho, a cebola, o pimentão e o tomate. Em seguida coloque o camarão, o cheiro verde, o coentro e a salsa a gosto. Depois coloque o caldo da cabeça de camarão que é misturado om o leite de coco e a castanha. Por último, coloque a farinha de peixe e a tapioca. Misture tudo, deixe refogar por poucos minutos e o prato está pronto!

Confira o vídeo em que Chef Ofir Oliveira mostra a receita do Retumbão




Ofir Oliveira, chef que reinventou a culinária paraense e é o guru gastronômico de Alex Atala

Sabor Selvagem | Fonte: Colheres na Estrada ( http://www.colheradacultural.com.br )


Ofir Oliveira tem como objetivo usar a gastronomia como política de preservação ambiental

Profetizado por um feiticeiro, o amapaense Ofir Oliveira teria como destino trabalhar com gastronomia. Em casa, com a mãe, ele aprendeu as primeiras receitas aos sete anos de idade. Mas demorou para colocar as duas mãos na massa de verdade. “Queria ser rico, milionário, mas só consegui falir dois negócios até mudar para Paris”, conta o chef, em uma conversa franca e divertida com o Colherada em seu restaurante.

A ida para Europa em 1989, aos 39 anos, mudou para sempre sua vida e a repercussão da culinária do Pará no continente. Ofir levou para lá a “feijoada paraense”, a chamada maniçoba (no lugar do feijão, a maniva, folha da mandioca-brava e ingredientes com camarão) e encantou os parisienses. Foi nesta época que a “comida exótica” do norte do Brasil ficou famosa, seguida pela repercussão feita aqui dentro do país pelo chef Paulo Martins.


A base do molho do frango chinês é o cupuaçú. Foto: Estela Cotes/Colheres na Estrada

“Como somos um país colonizado, buscamos referência sempre fora. Por falta de parâmetro, primeiro acontecemos lá para depois acontecer aqui”, diz Ofir, ao tentar explicar porque seu nome é tão conhecido internacionalmente, mas ainda um mistério para boa parte dos brasileiros ao Sul do país. “A Amazônia, principalmente o Pará, ainda é colônia do Brasil, essa é a questão. Por isso é que todo mundo olha para cá como ‘o exótico’, como se não fizéssemos parte do país”, afirma.

UM OUTRO JEITO DE EXPERIMENTAR

Ofir foi um dos mentores da cozinha de Alex Atala e hoje está reformando o quintal da casa que possui em Tapanã para abrigar seu novo “restaurante”. As reservas são feitas diretamente com ele – por telefone, no (91) 8328-1957, ou por e-mail (saborselvagem@gmail.com). Em apenas uma refeição, com preço fechado, é possível provar os sabores que fazem tanto sucesso mundo afora de uma maneira diferente.


Arroz dos Navegantes com arubé: a "paella" paraense

Em casa, o chef oferece pratos tradicionais como tucupi e o tacaca, assim como o Arroz dos Navegantes, uma espécie de paella com camarão, arubé (concentrado de tucupi, líquido de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava) e carne, receita típica dos primeiros portugueses que chegaram ao Brasil. Além de abrir o paladar para o novo, você estará dentro de uma espécie de laboratório gastronômico.


A maniva, da folha da mandioca-brava, é um dos ingredientes da maniçoba

Neste mesmo espaço, Ofir está inventando releituras de pratos com os ingredientes da Amazônia. O frango chinês, por exemplo, é feito à base de cupuaçu; da fruta cajuí, ele faz um espumante; e a farinha de tapioca vira caviar, pretinho, pretinho. “Dentro da minha proposta de pensar uma política de preservação ambiental através da gastronomia, agora estou nessa onda! Estou provando que os sabores da Amazônia podem se confundir com qualquer sabor do mundo”, explica.

Conheça a origem dos ingredientes da maniçoba



Entre uma olhada e outra nas panelas, Ofir esbanja simpatia e histórias engraçadíssimas entre os convidados. Quer combinação melhor: boa comida e muitas risadas?

Vídeo promocional SABOR SELVAGEM






O sabor selvagem do arubé com o chef Ofir Oliveira

Sabor Selvagem | Fonte: Diário do Pará ( saborselvagem@gmail.com )

Arubé, a comida oficial da Copa do Mundo de 2014 - É o que Ofir Oliveira, quer na ponta da língua de todos. Aproveitando a atenção voltada ao Brasil na condição de país-sede do evento, o chef de cozinha amapaense radicado no Pará diz possuir a receita do mais novo símbolo nacional. “É a próxima vuvuzela”, profetiza.

Só que dessa vez não será tão indigesto quanto o ruído incessante das cornetas marca-registrada dos jogos na África, em 2010. O arubé é um concentrado de tucupi, liquido de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava. Utilizado tradicionalmente pelos índios tupinambás que viviam na região amazônica pré-descobrimento como conservante natural da carne de peixe e caça, o condimento, com o passar do tempo, deu lugar à banha animal introduzida pelos colonizadores portugueses e acabou caindo no esquecimento. “Mas a essência do arubé permaneceu viva na culinária paraense através do tucupi”, ressalta o chef.

Extraído da fervura do tucupi, em um processo que a gastronomia chama de redução, que é o cozimento para retirada da água, o ponto do arubé é o de molho, muito semelhante à mostarda. A comparação inevitável surgiu logo nos primeiros registros da comida, através do relato do antropólogo Nunes Pereira (1892 — 1985). “Espécie de mostarda, (o arubé) nada fica a dever às criações francesas e alemãs”, afirma em trecho do livro “Panorama da alimentação indígena: comidas, bebidas e tóxicos na Amazônia Brasileira” (São José, 1974).

A analogia deixa um pouco a desejar. No camarão refogado com arubé, prato preparado pelo chef em seu restaurante “Sabor Selvagem”, improvisado nos fundos de casa, no Conjunto Tapajós, em Icoaraci, percebe-se que o molho tem um gosto distinto, mas semelhante ao tucupi. Entretanto, como estratégia de marketing, o conceito da mostarda brasileira funciona perfeitamente.

O tucupi, anteriormente relegado à categoria de comida típica paraense, passou a usufruir do status de iguaria no circuito gastronômico mundial. Contudo, o exotismo do ingrediente limita a sua adoção em larga escala. “O tucupi é um prato para ocasiões especiais, não dá pra virar arroz com feijão”, resume. Já na condição de molho, a tendência é que o uso do produto se equipare com o seu primo europeu, a mostarda.

Ele pretende vender seu peixe através do Projeto Arubé, que prevê a criação de um restaurante-escola, para difusão da culinária paraense, além de um centro de incentivo e divulgação da cultura amazônica. Previsto para inaugurar em dezembro deste ano, o projeto já conta com o piloto de um programa de tevê sobre culinária local, estrelado por Ofir. (Diário do Pará).




Flor de Sal, o caviar do mundo marinho

Sabor Selvagem | Fonte: Chef. Ofir Oliveira ( saborselvagem@gmail.com )

Considerado o caviar do mundo marinho, a flor de sal é um dos tesouros da gastronomia francesa. Com grãos irregulares, textura crocante e sabor delicado, ele é um condimento especial para finalizar pratos, principalmente saladinhas, ainda pouco usado aqui no país.

Isso por enquanto. Afinal, a empresa Cimsal, localizada no Rio Grande do Norte, já produz a iguaria. Seu preço médio é de R$ 15 e pode ser encontrado no varejo em potes de 150 e 350 gramas.

A produção artesanal do produto justifica o preço mais elevado em relação ao sal comum. Para se ter uma idéia, a extração da flor de sal fica restrita a uma pequena área. É necessário cerca de 80 quilos de sal marinho bruto para produzir um quilo da iguaria.

O processo garante um produto com mais nutrientes, como potássio, cálcio e magnésio, em relação ao sal comum. Geralmente, ele é feito entre oito e nove meses, fato que não acontece com produção da flor de sal francesa, de Guérande. Ela só acontece no verão europeu, de julho a setembro. Este tipo de flor, mais nobre, chega a custar R$ 30, o pacote.



A Estácio FAP concedeu o título de Doutor Honoris Causa ao chef bragantino Ofir Oliveira.

Notícias de Bragança | Fonte: telma oliveira (oliveirathelma@hotmail.com)

O Conselho Superior de Administração da Faculdade Estácio do Pará - ESTÁCIO FAP concedeu o título de "Doutor Honoris Causa" ao sr. OFIR NOBRE DE OLIVEIRA, em decorrencia de sua contribuição cultural, científica e acadêmica para o desenvolvimento e disseminação dosvalores inerentes à Região Amazônica pelo doutor Ricardo Augusto Lobo Gluck Paul - Diretor Geral da Faculdade estácio do Pará -Estácio FAP.

Chef Ofir Oliveira agradece essa suaparticipação nesta conquista, e como ele diz com sua modestia, " Honoris Causa Nossa ", pois pertence ao povo de nossa região.

Chef Ofir Oliveira paraticipará ainda em Faro (Portugal) das comemorações do Ano do Brasil em Portugal.




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