image          

Número de refugiados bate novo recorde e atinge 68,5 milhões

Crédito/fonte: Marieta Cazarré / Agência Brasil de Notícias - Data: 20 de junho de 2018


image

O número de pessoas forçadas a se deslocar no mundo bateu novo recorde, tendo aumentado 2,9 milhões em 2017 em relação ao ano anterior. Foram quase 69 milhões de deslocados, sendo que mais da metade deles (52%) são menores de idade. A média de pessoas forçadas a abandonar suas casas foi de mais de 44 mil por dia em 2017.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (19) pela Agência da ONU para Refugiados. O novo relatório, intitulado Global Trends — Forced Displacement in 2017 (Tendências Globais — Deslocamento Forçado em 2017, em tradução livre), traça um retrato das migrações forçadas em todo o mundo, resultado de perseguição, conflito ou violência generalizada.

Do total de deslocados, 25,4 milhões eram refugiados, 40 milhões, deslocados internamente e 3,1 milhões, requerentes de asilo. Mais de 16 milhões de pessoas foram deslocados pela primeira vez em 2017, incluindo 4,4 milhões que procuraram proteção no estrangeiro e 11,8 milhões que foram forçados a fugir, mas permaneceram em seus próprios países.

Menores

Crianças separadas dos pais e familiares, por causa de conflitos, deslocamentos forçados ou desastres naturais, são particularmente mais vulneráveis a abusos. Os dados relacionados a crianças desacompanhadas são limitados, pois nem todos os países registram esses números.

Dados preliminares, considerados subestimados no relatório, indicaram mais de 170 mil crianças (menores de 14 anos) refugiadas, desacompanhadas ou separadas dos pais, em 2017.

Entre todos os refugiados e deslocados, 52% tinham menos de 18 anos.

Países em desenvolvimento

Diferentemente do que muitos pensam, grande parte dos refugiados vai para países em desenvolvimento, rompendo com a ideia de que os migrantes são uma questão de "países ricos". Cerca de 85% dos refugiados sob mandato do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) foram para países em desenvolvimento, o que representa um total de quase 17 milhões de pessoas.

A grande maioria das pessoas deslocadas permaneceu em países próximos. Cerca de 4, de cada 5 refugiados, estavam localizados em um país vizinho àquele de onde fugiram.

Os países menos desenvolvidos também deram asilo ao equivalente a um terço do total global (6,7 milhões de refugiados). O Líbano, por exemplo, foi o que recebeu o maior número de refugiados em relação à população nacional (1 em cada 6 pessoas era refugiada). A Jordânia (1 em 14) e a Turquia (1 em 23) ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Quando os refugiados da Palestina, sob mandato da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) estão incluídos, os números sobem para 1 em cada 4, no Líbano, e 1 em cada 3 na Jordânia. A UNRWA presta assistência e proteção a 5 milhões de refugiados palestinos.

Até o final de 2017, cerca de 3,1 milhões de pessoas estavam aguardando uma decisão sobre seu pedido de asilo, cerca de metade nas regiões em desenvolvimento.

Durante 2017, quase 5 milhões de pessoas retornaram a seus países de origem, sendo 4,2 milhões de deslocados internos e 667.400 refugiados.

Foram feitos 1,7 milhão de novos pedidos de asilo. Com 331.700 solicitações, os Estados Unidos foram, pela primeira vez, o maior destinatário do mundo de novos pedidos, seguidos pela Alemanha (198.300), Itália (126.500) e Turquia (126.100).

Ranking

A Síria, assim como nos anos anteriores, continuou a ser o país com maior população deslocada globalmente. No fim de 2017, havia 12,6 milhões de sírios desalojados à força, sendo cerca de 6,3 milhões de refugiados, 146.700 requerentes de asilo e 6,2 milhões de deslocados internos.

A Colômbia teve o segundo maior deslocamento populacional, com 7,9 milhões de vítimas de conflitos, a maioria deslocada internamente (7,7 milhões).

A República Democrática do Congo ficou em terceiro lugar, com 5,1 milhões de congoleses deslocados à força, 4,4 milhões de deslocados internos, 620.800 refugiados e 136.400 requerentes de asilo. Em seguida está o Afeganistão (4,8 milhões), Sudão do Sul (4,4 milhões), Iraque (3,3 milhões), a Somália (3,2 milhões), o Sudão (2,7 milhões), Iêmen (2,1 milhões), a Nigéria (2,0 milhões) e Ucrânia (2,0 milhões).

Venezuela

Nos últimos anos, a situação política e econômica na Venezuela levou mais de 1,5 milhão de venezuelanos a se deslocarem para os países vizinhos. Entre os principais destinos estavam o Brasil, a Colômbia, Costa Rica, o México, Peru, a Espanha e os Estados Unidos. De acordo com os números fornecidos pelos governos desses países, mais de 111 mil venezuelanos apresentaram novos pedidos de asilo em 2017. O Peru registrou mais pedidos (33.100), seguido pelos Estados Unidos (30.000), o Brasil (17.900), a Espanha (10.600), o Panamá (4.400), México (4.000) e a Costa Rica (3.200).





Presidentes do Mercosul emitem nota sobre Venezuela e Nicarágua

Crédito/fonte: Agência Brasil / Agência de Notícias - Data: 19 de junho de 2018


image

Os presidentes dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) emitiram nesta segunda-feira (18) duas resoluções nas quais expressaram preocupação com a situação política e social da Nicarágua e da Venezuela e pediram que sejam encontradas soluções para suas populações.

As resoluções foram lidas pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, que assumiu o comando do Mercosul em substituição ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes. A presidência do Mercosul é temporária e dura seis meses, obedecendo ao sistema de rodízio estabelecido pelo bloco.

Na primeira resolução, o Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e com Bolívia em processo de adesão, condena "todo tipo de violência" na Nicarágua e pediu que seja "retomado o diálogo" para "estabelecer uma solução pacífica para a grave crise".

Além disso, a resolução apela às autoridades que "respeitem a institucionalidade democrática e garantam o direito da população a se manifestar".

Crises

Desde abril, a Nicarágua vive a crise política mais violenta desde os anos 1980. Até o momento, já foram registradas cerca de 200 mortes. Os manifestantes saem às ruas contra o presidente Daniel Ortega, que está no poder há 11 anos, e a reforma da Previdência Social.

Na Venezuela, a crise política e econômica gera uma série de efeitos. Os presidentes das nações que integram o bloco demonstraram preocupação com o "aumento do fluxo migratório de venezuelanos", que obriga os países da região a "coordenarem esforços para dar respostas integrais em matéria migratória e de asilo".

Paralelamente, apelaram para que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faça uma "coordenação com a comunidade internacional" para encontrar uma solução para a crise no país. "[O Mercosul reiterou] sua vontade e seus compromissos de apoiar o povo irmão venezuelano nos esforços que reivindica."

Desde 2017, o Mercosul suspendeu a Venezuela do bloco por uma "ruptura da ordem democrática".





Iván Duque é eleito presidente da Colômbia

Crédito/fonte: Monica Yanakiew / Agência Brasil de Notícias - Data: 18 de junho de 2018


image

O ex-senador Iván Duque, candidato da direita, foi eleito presidente da Colômbia neste domingo (17), derrotando seu rival, o ex-guerrilheiro do M-19 e ex-prefeito de Bogotá, Gustavo Petro. Com 99,67% dos votos apurados, Duque, candidato do partido Centro Democrático, conquistou 53,95% dos votos e Petro, 41,83%.

Essa foi a primeira eleição desde a assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2016, que colocou fim a meio século de guerra entre o governo e a maior guerrilha do país. Sete mil rebeldes aceitaram depor as armas em troca de anistia e do direito de formar um partido político, com oito assentos garantidos no novo Parlamento.

Durante a campanha, Duque prometeu “rever o acordo”, negociado pelo atual presidente Juan Manuel Santos, que ganhou o prêmio Nobel da Paz. Seu padrinho político, o ex-presidente Álvaro Uribe, foi um dos maiores críticos do documento, por considerar que tinha sido demasiado generoso com os ex-guerrilheiros.

Já Petro defende o acordo. Antes de ser político, ele foi guerrilheiro do M-19, que depôs as armas em 1990 e formou um partido.

Os dois candidatos defendiam posições econômicas diferentes. Duque pretende reduzir os impostos para as empresas com o intuito de incentivar a produção e atrair capital privado. Petro estava mais preocupado com a dependência da economia colombiana do petróleo.

Uribismo

Para muitos colombianos, a vitória de Duque representa o retorno ao Uribismo. Durante seus oito anos na presidência, Álvaro Uribe combateu as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país. Muitos colombianos consideram que a política linha dura enfraqueceu os guerrilheiros – motivo pelo qual acabaram aceitando negociar um acordo de paz. Mas o governo de Uribe também é associado a sérias violações de direitos humanos, cometidas pelas forcas de segurança e grupos paramilitares.

Santos foi ministro de Defesa de Uribe, antes de ser eleito presidente em 2010. Uribe, entretanto, foi o mais duro critico do acordo de paz negociado com as Farc. Santos ainda tenta negociar um acordo com o ELN, antes de deixar o cargo.





PUBLICIDADE CB NEWS

image

Previsão de Tempo CPTEC/INPE

Parceiros Correio Bragantino News

Click aqui !!!
Rádio Ajuruteua transmitindo sua programação musical com qualidade sonora de 96 kbps AAC+. Click no banner e acesse o site da emissora

Crônicas & Opiniões

image
image
image
image
image
image
Click nos links para ler as crônicas

Sites de Rádios e Serviços Regionais

- Emissoras de Rádios AM e FM e serviços de Som da cidade de Bragança-Pará