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Itamaraty minimiza declarações de Merkel sobre acordo Mercosul – UE

Crédito/fonte: Leandro Melito - Agência Brasil de Notícias - Data: 14 de dezembro de 2018


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O ministério das Relações Exteriores (MRE) minimizou nesta quinta-feira (13) as declarações feitas pela chanceler alemão Angela Merkel nesta quarta-feira (12) sobre o andamento do acordo negociado entre o Mercosul e a União Europeia. Ontem, Merkel afirmou que o tempo está se esgotando para alcançar um acordo comercial entre os dois blocos e considera que o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, não deve facilitar as negociações.

Durante coletiva de imprensa no Palácio Itamaraty, em Brasília, o diretor do Departamento de Relações Comerciais do MRE, André Carvalho, disse que "declarações pontuais" não tem efeito no processo de negociação entre os blocos.

"O exame que é feito pelo Mercosul é feito muito mais com base na percepção das direções negociadoras, das expectativas que você tem quanto ao melhor encaminhamento a dar frente ao quadro negociador, do que em cima de declarações pontuais. Você analisa os contextos políticos de uma negociação, mas eu não acredito que declarações específicas vão se tornar o principal filtro pelo qual as autoridades do Mercosul vão avaliar qualquer negociação individual."

Ao apresentar a pauta de negociações do Brasil durante a 53ª Reunião Ordinária do Conselho do Mercosul, que ocorrerá nos dias 17 e 18 na capital do Uruguai, Carvalho disse ser difícil prever como as declarações de autoridades de estados-membros afetam a posição negociadora da Comissão Europeia. “No tocante aos tempos de conclusão, garantida a disposição política dos dois lados em fazer os movimentos que são necessários e demonstrar a flexibilidade que é necessária pra encontrar os espaços de convergência, a negociação Mercosul – União Européia poderia finalizar rapidamente”.

No final de novembro, durante a Cúpula dos Líderes do G20, em Buenos Aires, o presidente da França, Emmanuel Macron, também falou sobre o acordo. Ele condicionou os avanços das negociações à permanência do Brasil no acordo Climático de Paris.

Reunião ordinária

Segundo o diretor, a negociação entre o Mercosul e a União Europeia é a pauta mais avançada para a reunião do Conselho do Mercosul na próxima semana e depende de decisões políticas de ambos os blocos para sua efetivação.

“O que nós ainda temos em pauta representa não um desafio técnico, mas um desafio político. Nesse sentido não são desafios associados a tempo de negociação e sim de conseguir um entendimento político que viabilize um equilíbrio satisfatório para as duas partes. Então o prazo para a conclusão da negociação com a União Europeia poderia ser um prazo extremamente curto e nós recebemos frequentes indicações de compromisso político favorável a uma conclusão rápida”, disse Carvalho.

A equipe do futuro governo brasileiro manifestou em algumas ocasiões que prefere negociações bilaterais, em vez de uma negociação que envolva blocos, como o Mercosul. Em novembro, Bolsonaro disse estar aberto a negociar. “Não é um ‘não’ em definitivo, nós vamos é negociar”, disse o presidente eleito.

“O novo governo assumindo dará as diretrizes correspondentes que as áreas seguirão naturalmente”, afirmou durante a coletiva a embaixadora Eugenia Barthelmess, diretora do Departamento da América do Sul Meridional.





May sobrevive a moção de confiança e segue como premiê do Reino Unido

Crédito/fonte: Agencia EFE - Agência Brasil de Notícias - Data: 13 de dezembro de 2018


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A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, conseguiu nesta quarta-feira superar a moção de confiança apresentada por aliados do Partido Conservador para decidir se ela seguia no comando do governo britânico e da legenda.

May obteve 200 votos a favor e 117 contrários em uma votação secreta realizada entre os deputados "tories" da Câmara dos Comuns.

"O resultado da votação desta noite é que o grupo parlamentar tem confiança em Theresa May", anunciou Graham Brady, presidente do Comitê 1922, que reúne os parlamentares do Partido Conservador.

Com a vitória, a primeira-ministra não pode ser alvo de uma nova moção de confiança de seu partido nos próximos 12 meses. No entanto, ainda pode ser retirada do poder se o Partido Trabalhista, que lidera a oposição na Câmara dos Comuns, apresentar ação similar.

Após a votação, a deputada Nicky Morgan disse que a "razão prevaleceu". Por outro lado, Jacob Rees-Moog, um dos líderes da ala contrária à União Europeia do Partido Conservador, considerou que os 117 votos contra May representam um "resultado terrível" para ela.

May adiou a votação do acordo do Brexit prevista para ontem porque dezenas de seus correligionários prometiam votar contra o governo. Agora, a primeira-ministra tenta conseguir novas concessões da UE para facilitar a aprovação do texto na Câmara dos Comuns.

Em particular, May procura garantias que satisfaçam os descontentes com o mecanismo de salvaguarda para evitar o surgimento de uma fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte após o Brexit.

Parte dos "tories" que convocou a moção de confiança teme que a cláusula deixe o Reino Unido integrado na estrutura da UE por anos. Por isso, exigem que a primeira-ministra garanta que a solução proposta no acordo não será temporária.





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